Eu só queria não ter uma cabeça

Criado pelos intérpretes Everton e Iolanda, Eu só queria não ter uma cabeça é um espetáculo de dança que apresenta as possibilidades de movimento de dois corpos que buscam a ação de não ter uma cabeça para encontrar outros modos de existir. Ficar sem cabeça, ou transformá-la, simboliza um modo de fuga de uma realidade já conhecida por estes corpos e que não os desafia mais.

FICHA TÉCNICA

Intérpretes: Everton Ferreira e Iolanda Sinatra

Preparação corporal e provocação cênica: Andreya Sa

Fotografia e vídeo: Franco Simões

Trilha sonora: Gustavo Lemos

Iluminação: Maria Basulto

Produção executiva: Iolanda Sinatra

Assistência de produção: Carolina Canteli

 

Duração: 30 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Estreia: Dias 02 e 03 Setembro de 2016 no Centro de Referência à Dança da Cidade de São Paulo (CRDSP)

Outros locais e datas: 27 de setembro de 2016 - 13ª Semana de Artes do Corpo da PUC - Tucarena; 19 de setembro de 2016 - Paviartes - Campinas (UNICAMP); 30 de setembro de 2016 - Centro de Convenções - Pirassununga; 15 de outubro de 2016 - Centro Cultural Matarazzo - Presidente Prudente; 10 de outubro de 2016 - Oficina Cultural Sérgio Buarque de Holanda - São Carlos; 16 de outubro de 2016 - Espaço Cultural Fábrica de Sonhos - São José do Rio Preto

  

Release: O espetáculo Eu só queria não ter uma cabeça foi criado a partir da pesquisa de dois corpos que queriam apenas se colocar em evidência através das possibilidades de movimento de suas costas, ombros, braços e pernas, sem que houvesse um engajamento dos movimentos da cabeça nestes corpos. Esta forma de existir seria uma metáfora para um corpo que pudesse deixar de racionalizar e se preocupar com as suas ações se movendo apenas pelas suas sensações e seus estímulos internos. Em cena vemos os corpos dos intérpretes buscando essas novas possibilidades de existir através do esforço de ocultamento físico ou pela omissão de suas cabeças através de objetos e elementos cênicos. As pinturas de René Magritte, as ilustrações de Cássio Markowski e a obra Banker de Jason deCaires Taylor foram algumas referências visuais trabalhadas durante o processo para potencializar o campo subjetivo trazido pela ideia de não ter uma cabeça.